Portugueses são dos últimos da Europa a iniciar as aulas

Arranque oficial do ano lectivo acontece uma semana mais tarde do que o habitual e, em muitas escolas, apenas na próxima semana haverá aulas. Cerca de 92 mil alunos entram no 1º ano.

Serão poucos os estudantes a regressar às escolas nesta terça-feira, apesar de este ser o primeiro dia do calendário de arranque do ano lectivo. Na generalidade dos casos, as aulas só vão começar na próxima segunda-feira, uma semana mais tarde do que vinha sendo habitual nos últimos anos. A decisão do Governo de atrasar a reabertura dos estabelecimentos de ensino faz de Portugal um dos países da Europa onde mais tarde se inicia o período letivo.

A tutela deu, este ano, às escolas a possibilidade de escolherem entre 15 e 21 de Setembro para começarem o ano lectivo. No entanto, o dirigente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos de Escolas Públicas, Filinto Lima, avança que a escola que dirige, o Agrupamento Costa Matos, em Vila Nova de Gaia, é um caso “absolutamente excepcional” por começar as aulas esta terça-feira. A quase totalidade das escolas, diz, começará as aulas no dia 21. “Quando muito promovem actividades de recepção no dia 18”, sexta-feira.

Um relatório publicado na semana passada pela rede europeia Eurydice – que estuda a organização do sistema educativo em 25 países – mostra que Portugal é um dos últimos países a arrancar com o ano lectivo. Na generalidade dos casos, as escolas reabriram nos primeiros dias de Setembro e, em alguns sistemas de ensino do Norte da Europa, como a Suécia ou a Dinamarca, os estudantes voltaram às aulas ainda durante o mês de Agosto. Há apenas um país onde o início do ano lectivo acontece mais tarde do que em Portugal, Malta, onde as escolas voltam apenas a funcionar a partir do dia 28 de Setembro.

Qualquer que seja a data para o primeiro dia de aulas, os próximos dias vão marcar o início do percurso escolar para cerca de 92 mil alunos, que chegam ao 1.º ano. É pelo menos essa a estimativa da Direcção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC) que, a confirmar-se, significa uma decréscimo que mais de 4000 novos alunos no 1.º ciclo face ao ano lectivo passado.

Esta realidade apenas confirma aquela que tem vindo a ser a tendência dos últimos anos: o regresso às aulas é uma tarefa para cada vez menos pessoas. Fruto da quebra da natalidade, mas também de anos de austeridade, há hoje menos alunos e menos professores nas escolas. Os estabelecimentos de ensino em funcionamento são também cada vez em menos número. De acordo com o último relatório A Educação em Números, da DGEEC – cujos dados dizem respeito ao ano lectivo 2013/2014 – há 1.708.083 os alunos inscritos nos vários ciclos de ensino básico e secundário, o que corresponde a uma quebra de mais de 50 mil estudantes face ao ano lectivo anterior. Há também menos 9000 professores e menos 545 escolas em funcionamento.

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