Secundária fecha por “questões de segurança”

A Escola Secundária do Padrão da Légua, em Matosinhos, foi encerrada esta quarta-feira pela direção por “questões de segurança”.

“Em virtude do mau tempo que se verificou durante os últimos dias, algumas telhas das coberturas dos pavilhões onde são dadas as aulas, partiram e chove dentro dos mesmos”, assinala a Associação de Pais do Agrupamento de Escolas do Padrão da Légua em nota de imprensa.

A presidente da associação de pais contou à Lusa que no final da tarde de terça-feira se registaram falhas de luz e “os quadros interativos das salas de aulas não funcionavam” porque “caía água nos quadros elétricos”.

Segundo Maria João Giesta, “chove nas salas de aula” e “os problemas na escola ocorrem desde que começou a ser intervencionada” há vários anos, tendo as janelas das salas de aula estado já “em risco de queda”.

A associação de pais refere ainda que “a direção da Escola está em constante contacto com a Parque Escolar, responsável pela manutenção e construção da nova escola, mas no entanto e apesar de todo o esforço feito pela direção da escola, só na sexta-feira existe a possibilidade de se tentar ‘arranjar’ o que o mau tempo destruiu”.

“Temos neste momento a Escola Secundária do Padrão da Légua fechada e, mantendo-se as previsões de mau tempo para os próximos dias, bem como só a deslocação dos técnicos da Parque Escolar apenas na sexta-feira, corre-se o risco de se ter a Escola fechada até segunda-feira”, alertam.

Contactada pela Lusa, a direção da escola remeteu a sua posição para a petição “Por uma Escola Nova Urgente” publicada na sua página de internet e onde recorda que as obras de modernização tiveram início no dia 01 de março de 2011 e foram interrompidas em maio de 2012.

“Em todo este período (cerca de 5 anos) continuam os alunos, docentes e funcionários a trabalhar em instalações degradadas e em contentores provisórios, condições precárias e indesejáveis, pouco ou nada dignas, que colocam em causa não apenas a segurança, como o próprio desempenho e sucesso escolar. É por demais visível o agravamento das condições estruturais dos diferentes edifícios e dos seus equipamentos/espaços (laboratoriais, desportivos e tecnológicos)”, assinala o documento.

A direção considera assim “imperativo, urgente e indeclinável (…) exigir o reinício das obras e a garantia da sua conclusão, no mais curto espaço de tempo”, lê-se na petição dirigida ao presidente da Assembleia da República e ao ministro da Educação.

Obras de modernização na escola tiveram início em 2011

Foto: Joana Gândara Reis / Global Imagens

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