Escola Padrão da Légua fez marcha cívica pelo recomeço das obras

Centenas de alunos, pais, docentes, funcionários e políticos realizaram hoje uma marcha cívica, em Matosinhos, pelo reinício das obras da Escola Secundária Padrão da Légua, paradas desde 2012.

“Usem bem o dinheiro. Acabem com o estaleiro”, “Melhor educação. Obras no Padrão”, “Escola adiada. Comunidade indignada”, “Acabou a ilusão. Queremos solução” ou “Remendos não. Exigimos solução” gritavam os manifestantes, enquanto percorriam as ruas envolventes à escola.

As obras de modernização, da responsabilidade da Parque Escolar, tiveram início no dia 01 de março de 2011 e foram interrompidas em maio de 2012 e, desde então, as aulas funcionam em instalações “degradadas” e em contentores provisórios.

No passado mês de abril, a escola esteve encerrada durante três dias por “questões de segurança” porque o mau tempo causou a quebra de algumas telhas das coberturas dos pavilhões onde são dadas as aulas, chovendo lá dentro.

Em declarações à Lusa, a porta-voz da Associação de Pais, Raquel Lopes, disse que há “corrimões a abanar, ladrilhos a soltarem-se e infiltrações”. “Há dois anos, por causa da chuva, o quadro elétrico incendiou-se e a escola teve de ser evacuada”, lembrou. E realçou: “as instalações atuais não têm o nível de segurança adequado”.

Por este motivo, Raquel Lopes salientou que a Associação de Pais e a direção da escola solicitaram à Parque Escolar a realização de uma nova avaliação às condições de segurança.

Presente no protesto em “solidariedade com a comunidade escolar”, o vereador da Educação da Câmara de Matosinhos, António Correia Pinto, afirmou que “há largos anos” que a escola anseia pela realização das obras.

António Correia Pinto explicou que a empresa para realizar as obras já foi escolhida, estando o seu reinício dependente “de uma portaria conjunta entre o Ministério da Educação e das Finanças que permitirá a assinatura do contrato e encaminhamento para o Tribunal de Contas”.

Empunhando um bombo, o presidente da Associações de Estudantes, Afonso Santos, referiu que as obras são “urgentes” porque, neste momento, a escola é pequena para os cerca de 1.000 alunos.

“Temos direito à educação. Há seis anos que ouvimos promessas de recomeço das obras”, sustentou.

A liderar os gritos de protesto ao megafone, um dos alunos, João Silva, revelou que as condições atuais são “degradantes e desadequadas” à atividade escolar.

João Silva realçou que, apesar desta situação, a Escola Padrão da Légua continua a ter “resultados excecionais” a nível nacional.

Em comunicado, o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional, Empresas Públicas, Concessionárias e Afins (STAL), frisou que não é possível continuar “insensível às condições degradantes das instalações e manter o trabalho escolar em contentores ditos provisórios que, a não ser feito nada, passarão a definitivos”. “O Ministério da Educação e a Parque Escolar não podem continuar a assobiar para o lado e devem, rapidamente, corrigir os erros do anterior Governo”, vincou.

Contactada pela Lusa, a direção da escola recusou prestar declarações.

In: RTP Notícias

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